Eu sofria em excesso, chorava desolada, descabelava-me a cada decepção, sentia-me angustiada e ficava inconformada.
Esperava demais das pessoas, das situações e de mim mesma. Acreditava no amor perfeito, na sinceridade alheia e na felicidade plena, a despeito de qualquer problema.
Esperava demais das pessoas, das situações e de mim mesma. Acreditava no amor perfeito, na sinceridade alheia e na felicidade plena, a despeito de qualquer problema.
Hoje, quando meu peito aperta, respiro fundo. Deixo algumas lágrimas cairem - aquelas mais pesadas, impossíveis de serem contidas - e engulo as menores. Tento enxergar além do que os meus olhos humanos e falhos conseguem ver. E repito incessantemente para mim mesma, como que para fixar: sou maior, sou maior, sou maior que ela. Sou muito maior que a dor.
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