5 de outubro de 2011

Metamorfose

Quando falamos de períodos de mutação, transformação, ou sei lá mais que nome se  pode dar a esses momentos em que a vida da gente fica de pernas para o ar, em que sair de uma situação é um mal necessário e as vezes até imposto pelas circunstâncias, lembramos quase que instintivamente do processo de metamorfose da borboleta. Antes de tornar-se aquele ser colorido, vibrante, leve, lindo, enfim, ela passa por um processo de clausura, dor, solidão, feiura: ovo, lagarta, pupa e imago. Horrível, mas inevitável. Horrível, mas um processo para a continuação da vida. Horrível, mas é assim que tem que ser e será. Ponto.

A dor, contrária a si mesma, nos faz lutar. O espelho já não reflete só o físico, aquilo que os olhos podem ver, mas também o fundo da alma - e mostra que amor próprio é item indispensável para sobreviver à avalanche de sentimentos ruins, de cobranças, de um sem fim de 'por quê?' sem resposta. E é assim que a gente vai à luta. É sofrendo que reafirmamos nosso valor, que acordamos para a vida. E é em meio à dor que nos tornamos mais nobres, valentes e bonitos, inclusive. 
 
"Porque quando estou fraco, então é que sou forte." [II Coríntios 12:10]

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